Um reconhecimento semelhante tem adquirido a produção industrial italiana: depois do forte impulso que se deu ao setor entre 1960-1980, Itália conta com um denso tecido industrial, que dá emprego ao 32,4 % de sua população ativa, e no que se combinam o setor público e grandes multinacionais privadas (Fiat, Olivetti, Pirelli).

O principal problema da indústria italiana é sua dependência da importação de matérias primas e, sobretudo, a escassez de recursos energéticos: nem a extração de carvão, gás natural (Sicília, Basilicata) e petróleo (planície do Po, Adriático e Sicília), nem a produção de eletricidade (as centrais nucleares foram paralisadas depois do referendo de 1987), cobrem as necessidades do país.

A Itália possui grandes diferenças socioeconômicas entre a região norte e a região sul do país. O norte da Itália é altamente industrializado, e onde está localizado o centro financeiro do país, a cidade de Milão. A taxa de desemprego no norte do país é de aproximadamente 4%. Enquanto isto, a economia do sul do país ainda é dependente primariamente da agricultura, a taxa de desemprego na região é de aproximadamente 20%, cinco vezes superior a do norte do país.

O turismo e o dinheiro gasto pelos turistas (na ordem dos bilhões de dólares ) no país balanceia positivamente esta balança comercial. Contando-se o turismo e somente o dinheiro gasto pelos turistas (aproximadamente 50 bilhões de dólares, ou 2,7% do PIB italiano), o ávit da balança comercial da Itália é de mais de 48 bilhões de dólares.