Teatro

Os gregos antigos começaram a formalizar o teatro como uma arte, desenvolvendo definições rigorosas de tragédia e comédia e outras formas como as peças sátiricas. Assim como as peças religiosas do Egito antigo, as peças gregas faziam uso de personagens mitológicos. Os gregos também desenvolveram os conceitos de crítica dramática.

O teatro ocidental continuou a se desenvolver no baixo do Império Romano, depois na Inglaterra medieval e se propagou sob diversas formas alternativas na Espanha, Itália, França e Rússia nos séculos XVI a XVIII. Ao longo dos séculos, a tendência geral evoluiu do drama poético grego e renascentista para um estilo mais realista, especialmente após a Revolução Industrial.



De Shakespeare a Marlow, chegando a nomes mais atuais como David Hare e Howard Brenton, o teatro está inserido profundamente na cultura britânica. A Grã-Bretanha produziu dezenas de dramaturgos renomados e alguns dos atores mais famosos. Foi lá também, na era vitoriana, que foram construídos alguns dos mais belos teatros do mundo.

Londres é o coração do teatro na Grã-Bretanha - mas nem por isso seu único centro. Stratford, cidade natal de Shakespeare, Birmingham e Scarborough contam com teatros e dramaturgos de excelente nível.

O teatro na Escócia, por sua vez, é menos famoso, mas apresenta dois bônus: são mais agradáveis e mais baratos que os londrinos. No centro de Edimburgo e rodeado por pubs, bares, clubes e discotecas se encontra o Traverse. É um teatro quase inteiramente subterrâneo, grande e moderno. Traverse One é a casa principal, com um auditório inclinado e um palco muito flexível, enquanto Traverse Two é menor.

A Irlanda se vangloria de ser um destino cultural, motivo pelo qual não poderia faltar bons teatros, sendo o mais famoso o Abbey Theatre.



Na Islândia, o Teatro da Cidade de Reykjavik está em funcionamento desde 1897. São realizadas de 6 a 10 peças por ano em dois palcos. Por sua vez, o Teatro Nacional do Estado opera desde 1950 e realiza 10 a 15 peças por ano em três palcos.

Na Europa continental, o teatro é também bastante tradicional

Em Portugal a Casa da Música na Avenida da Boavista, Porto foi inaugurada em 2005 e já se estabeleceu como o coração musical da cidade. É a casa da Orquestra Nacional do Porto e tem uma sala de concertos impressionantes, mas também muitas outras salas com uma grande variedade de eventos musicais. O local conta ainda com dois restaurantes e três bares onde passar agradavelmente a noite toda.

Na Espanha, o principal teatro de ópera é o Gran Teatre del Liceu de Barcelona. Inaugurado em 1847, o local possui um dos melhores palcos de ópera do mundo. Desde a sua remodelação em 1997, o Teatro Real de Madrid, inaugurado em 1850, tornou-se um dos locais mais avant-garde da ópera europeia, sendo palco de muitas estreias mundiais.

Em Paris, não deixe de visitar a magnifica Ópera Garnier, um exemplo impressionante de arquitetura neo-barroca. Para uma combinação magnífica da arquitetura italiana clássica e moderna, vá à Ópera de Lyon. Marselha, Rouen, Nice e Bordeaux são apenas algumas das muitas cidades francesas a possuir suas próprias casas de ópera.



Na Alemanha, a pergunta que se faz é: por onde começar? Berlim tem a moderna Deutsche Oper, a Comic Opera do século XIX e a Staatsoper reconstruída no século XVIII à sua escolha. Mas há inúmeras outras boas surpresas em diversas cidades, como Stuttgart, Dresden, Colônia, Düsseldorf, Frankfurt, Leipzig e muitas outras.

Foi na República Tcheca, no Teatro de Praga, que Mozart realizou a primeira execução de Don Giovanni. A State Opera de Prague é outra belíssima construção.

Na Hungria, a Ópera Estatal Húngara aguarda visitantes na casa de ópera na famosa Avenida Andrássy.

A região escandinava, por sua vez, apresenta impressionantes óperas contemporâneas. Um dos mais recentes locais a visitar é nova casa de ópera em Bjørvika, uma área no porto de Oslo, na Noruega.