Cidade de Padova
Site: http://www.padovanet.it

Um percurso pela cidade poderia iniciar-se pela Igreja degli Eremitani, 1276-1306, possui formas românicas/ góticas; o interno é suntuoso, a única nave possui teto em lenho a quilha de navio. A igreja não é apenas um pantheon da antiga sociedade patavina mas é um símbolo da própria cidade tendo sida destruída pelos terríveis bombardeamentos do 11 março de 1944: testemunham esta destruição e resconstrução os restos recompostos dos afrescos de Andrea Mantegna na Capela Ovetari. Ao lado da igreja surge a Capela degli Scrovegni_ que leva o sobrenome da família que comissionou o trabalho_ a grandiosa obra prima de Giotto: os 38 requadros com as histórias de Maria e Jesus e o Grande Juízo Final pintados entre 1303 e 1305 que representam o nascimento da moderna pintura italiana, com características de perspecção, de cores e caracterização dos personagens que parecem já anticipar o humanismo.

Ao lungo do corso Garibaldi se tem a Praça Cavour sobre a qual temos o Café Pedrocchi, uma obra prima da arquitetura neoclássica, 1831, de Jappelli: em seu período permanecia sempre aberto, caracterizado por salas temáticas tendo visto a organização de movimentos do resurgimento.

Pouco distante fica a sede histórica, de 1493, a Universidade conhecida como “ o Bo”, pelo antigo hotel que existia ali, a Locanda al Bove. O antigo “studium” data de 1222 e foi imediatamente caracterizada pelos estudos das leis, notariado, medicina, filosofia e gramática.

Da Universidade se vai até o Palazzo della Ragione. Piazza delle Erbe e Piazza della Frutta_ esta última embelezada pelo apenas restaurado Pórtico della Gran Guardia, o Palazzo de Capitanio e Torre do Relógio_ obviamente as duas praças das feiras de Pádua. O corpo do Palácio della Ragione é de 1218, a grande cúpula e os pórticos externos são de 1306. O salão principal_ embelezado pelos afrescos astrológicos do ciclo dos meses e pelo modelo linear dos cavalos de Gattamelata de Donatello_ com os seus 79 metros de profundidade_ é a maior sala suspensa da arquitetura antiga: um verdadeiro trabalho, uma obra prima da engenharia.

Pela Piazza delle Erbe se chega até o Duomo e ao antigo Battistero: a primeira construção do Duomo data ao século XII mas aquilo que se vê atualmente faz parte de um restauro de 1552 e do período neoclássico; o Battistero porém, mantêm ainda as suas características românicas de 1260 e ao interno possui os antigos afrescos de 1378 de Giusto dè Menabuoi, que figuram a vida de Maria, S. João, de Jesus e a cúpula afrescada representa o paraíso.

Prosseguindo pela antiga via Roma se chega atè o Prato della Valle que com os seus 88 620 mq é a maior praça da Europa: foi concluída em 1775 por motivo de um saneamento, reflete os ideais de urbanização iluministas. Desde sempre é cenário de grandes eventos: o primeiro foi em agosto de 1808 com o primeiro vôo italiano de um balão. Entre a praça e a Basílica del Santo se encontra o Orto Botanico que é uma das hortas botânicas de maior importância no mundo e que despertou a maravilha e a curiosidade de até mesmo Leonardo Da Vinci.

Do Prato della Valle indo atè a via Belludi se chega até a Basilica del Santo, um centro mundial do cristianismo. Construída entre 1232 e 1394 teve após outras fases sucessivas para sua conclusão. Possui estile românico/ gótico à qual não faltam detalhes islâmicos / bizantinos. Contém as relíquias de S. Antônio e por isso é meta de contínuas peregrinações; mas conserva ainda obras de arte de Donatello, de Altichiero, e de Giusto Dè Menabuoi. No adro da igreja se ergue o monumento equestre de Donatello completado em 1453 e dedicado ao capitão Erasmo da Narni conhecido como Gattamelata: uma das obras de arte do renascimento italiano.

Percorrendo novamente por via del Santo se encontra o Palazzo Zabarella, suntuosa moradia particular atualmente sede de prestigiosas mostras temporárias.