Battistero di San Giovanni - O Battistero fica em frente da Basílica Santa Maria del Fiori e é um edifício cheio de significado em Florença. Consta que é o mais antigo da cidade. Segundo uma história espalhada por Dante Alighieri, o lugar era, originalmente, um templo romano, erguido em homenagem a Marte. Lendas a parte, o que mais chama a atenção na construção octogonal são suas portas talhadas em bronze. Foi inaugurada o 4 de março de 897. Durante esse tempo, o batirtério encontrava-se rodeado por um cemitério com sarcófagos romanos, utilizados como tumbas por importantes famílias florentinas, (agora no Museu dell'Opera do Duomo). O Battistero tem oito lados iguais com um rectangular agregado no lado oeste. Os lados, originalmente de arenisca, estão revestidos em mármore branco de Carrara.

Basilica di Santa Croce - A Basílica foi erguida no lugar onde antes acudiam multidões de peregrinos para escutar o que pregavam os franciscanos. Guarda em seu interior bonitos afrescos, em sua maioria de Giotto, e uma "Anunciação", de Donatello. Desde sua origem, a história da Santa Cruz está intimamente unida à própria história de Firenze. Durante os sete séculos decorridos desde sua fundação, a basílica foi objeto de remodelagens e novos projetos de modernização adquirindo, assim novas transformações. Desde sempre, Santa Cruz foi um símbolo prestigioso da cidade de Firenze e um lugar de reencontro para os maiores artistas, teólogos, religiosos, homens de letras e políticos. Mas foi, assim mesmo, para as poderosas famílias que, tanto na prosperidade como na adversidade, participaram na criação da identidade de Firenze nos finais da Idade Média e do Renascimento. Também em Santa Croce, descansam muitos dos maiores mestres do país, como Michelangelo, Galileo Galilei, Maquiavel e Rossini.

Cattedrale di Santa Maria del Fiore - A Basílica de Santa Maria dei Fiori é a catedral (Duomo, em italiano), notável por sua cúpula. É uma das obras mestres da arte gótico e do primeiro Renacimiento italiano. Símbolo da riqueza e do poder da capital toscana durante os séculos XIII e século XIV, a catedral florentina é um dos edifícios maiores da cidade. Seu nome (que se traduz como «Santa María das Flores») se refere ao lirio, símbolo de Firenze, ou ao antigo nome do povo chamado Fiorenza. Mas, por outra parte, um documento do século XV afirma que a «flor» se refere a Cristo. Em 1419 teve um concurso para desenhar uma nova cúpula (cupola em italiano) para a catedral. Os dois competidores mais importantes eram Lorenzo Ghiberti ) e Filippo Brunelleschi. A fachada original, desenhada por Arnolfo e normalmente atribuída a Giotto, foi, de fato, começada vinte anos após a morte de Giotto. Um desenho a pluma e tinta de mediados do século XV da chamada fachada de Giotto conserva-se no Codex Rustici, bem como o desenho de Bernardino Poccetti de 1587, ambos exibidos no Museu da Ópera do Duomo.

Galeria dell’Accademia - Fundada em 1563, a Academia foi a primeira escola da Europa a ensinar pintura, escultura e arquitetura. Será fácil localizá-la, pela longa fila que certamente você terá que enfrentar para entrar no edifício. Mas já que se trata de umas das estátuas mais famosas do mundo, qualquer esforço é válido.

Giardino Botanico - O Giardino dei Simplici, ou Jardim dos Simples, em português, é o terceiro botânico mais antigo do mundo, depois do jardim de Pisa e o de Pádua, também na Itália. Seu nome está relacionado com o cultivo dos "simples de origem vegetal", que são plantas com propriedades medicinais. Inaugurado em dezembro de 1545, foi projetado por Niccolò Tribolo e integra um departamento do Museu de História Natural da Universidade de Firenze. Atualmente é conhecido por abrigar algumas espécies raras, entre seus mais de nove mil exemplares de plantas.

Giardino Boboli - Para desafiar a família Médici, a mais poderosa de Firenze, o banqueiro Luca Pitti construiu um palácio, provando que também tinha uma fortuna considerável. Mas a vida dá voltas, e o palácio acabou sendo vendido pelos herdeiros de Luca justo aos Médici, que aproveitaram para aumentar a beleza do lugar, com extravagantes e maravilhosos jardins.

Palazzo Vecchio - Em seu interior o palácio acolhe um museu no que se expõem obras de: Bronzino, Miguel Ángel, Giorgio Vasari e outros. Chamado, em origem, Palácio da Signoria, nome do organismo principal da República florentina, foi mudando de nome: Palácio do Priori ou Palácio Ducal, dependendo dos diversos governos da cidade. A primeira construção atribui-se a Arnolfo que a iniciou em 1299 incorporando a antiga torre de Foraboschi na fachada. Depois da morte de Arnolfo, em 1302, o palácio foi terminado, por outros artistas, em 1314. A fachada principal dá uma impressão de solidez, para o que contribui o acabamento externo, rusticado, em "pietraforte". É dividida em três andares principais com cornijas a marcar a separação entre cada um deles, as quais sublinham duas filas de janelas geminadas neogóticas em mármore, com arcos trilobados, acrescentados no século XVIII em substituição das originais. Entre 1540 a 1550 o edifício foi utilizado como residência de Cosme de Médicis se chamando, então, Palácio Ducal.

Piazza della Signoria - Ponto de encontro e núcleo central da cidade desde o século XIV, essa praça, dominada pelo Palazzo Vecchio, é um autêntico museu ao ar livre. Pode resumir sozinha a história de Firenze. Primeiro abrigava os banhos romanos; depois se converteu no centros das reuniões da cidade e da revolução; e mais tarde, o lugar das comemorações. Está rodeada por estátuas, entre elas a cópia de "David", de Michelangelo, sendo que a original se encontra na Galleria dell´Academia; e "Judith e Holoferne", de Donatello. Também imponente, a Fonte de Netuno, obra de Bartolomeo Ammannati, pretendia destacar a vocação marítima de Firenze. Mas acabou chamando mais atenção porque foi o primeiro nú exposto em praça pública.

Palazzo Pitti - O Palazzo Pitti é um gigantesco palácio renacentista em Firenze. Está situado na ribeira sul do Arno, a muito curta distância do Ponte Vecchio. O aspecto do atual palácio data de 1458 e era originalmente a residência urbana de Luca Pitti, um banqueiro florentino. Foi comprado pela família Médici em 1549 como residência oficial do Grandes Duques da Toscana. No século XIX, o palácio foi usado como base militar por Napoleão I, e depois serviu, durante um curto período de tempo, como residência oficial da Reis da Itália. O Palácio Pitti, como protótipo do estilo palaciano renascentista, prescinde, evidentemente, da torre defensiva, típica nas casas senhoriais da Idade Média. Foi ampliado consideravelmente no século XVI (de 1557 a 1566) por Bartolomeo Ammannati que, a mando de Dona Leonor de Toledo, esposa do conde Cosmo de Médici, converteu um palácio inacabado num complexo palácio dividido em três alas. Porém, na primeira metade do século XVII, Giulio e Afonso Parigi encarregaram-se de ampliar o palácio novamente, mas desta feita, somente na parte frontal. Esta foi também a última ampliação do palácio.

Campanile di Giotto - Giotto que começou a ser construída em julho 1334 executando antes de sua morte (1337). O sucessor, Andrea Pisano, adornando-a com telhas em forma de diamante, mas depois mudou o projeto nos próximos dois andares no qual ele inseriu duas pilastras de cada lado e nichos com estátuas grandes. Em 1348, o trabalho foi retomado por Francesco Talenti. A base é decorada com duas áreas de século XIV baixo relevo (cópias, originais no Opera Museu del Duomo): os da primeira zona atribuída a Andrea Pisano e completado no lado em direção à Catedral de Luca della Robbia, e os do segundo atribuído a Andrea Pisano, em sua escola e Alberto Arnoldi. Acima, nos nichos, estátuas dos patriarcas, reis, profetas e sibilas de Andrea Pisano, Donatello e Nanni di Bartolo (cópias, originais no Museu Opera del Duomo). Uma escadaria de 414 degraus sobe para o terraço superior, com uma ampla vista sobre a cidade .

Palazzo Strozzi - Com o Palazzo Medici-Riccardi, o exemplo mais notável do Renascimento florentino, o palácio foi iniciado em 1489 por Benedetto da Maiano, e depois continuou Cronaca (1497-1504), mas permaneceu inacabada. É o lar de muitas instituições culturais, incluindo o Gabinetto G.P. Viesseux e grandes exposições.